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Sexta, 16 de Abril de 2010
Quer saber o que o Departamento de Compras deve começar já a fazer para estar preparado para o período de recuperação económica que se segue?
Há algumas iniciativas que consideramos essenciais para que, passado o período em que a redução de custos e o aumento do cash-flow constituem as grandes prioridades, as Compras se possam voltar a focar em iniciativas de longo prazo.
Embora a definição de prioridades seja compreensível, existem razões para que as organizações não descurem o relacionamento com os seus fornecedores mais importantes, devendo estar atentas e apoiá-los, sempre que possível, em situações de dificuldades financeiras. Só assim é possível garantir a preferência destes fornecedores quando as condições económicas melhorem.
Seis passos essenciais para a melhoria do relacionamento com os seus fornecedores:
1) Segmentação da base de fornecedores:
O esforço de construção de relações de parceria com os fornecedores só é possível após a sua categorização em diferentes níveis, tais como: fornecedores aprovados, fornecedores preferenciais, fornecedores estratégicos, entre outros. Um processo de segmentação tem de ser realizado com o envolvimento de toda a organização, incluindo as áreas de negócio, para que seja possível chegar a um consenso sobre quais são os fornecedores a que deve ser prestada mais atenção.
2) Garantir o patrocínio da Administração:
É muito importante que a gestão dos fornecedores estratégicos seja realizada com o envolvimento de um elemento do conselho de administração, para garantir o alinhamento destes fornecedores com os objectivos estratégicos da organização.
3) Processos de gestão de fornecedores bem definidos:
É essencial detalhar os processos internos de gestão do relacionamento com os fornecedores, para uma definição clara de funções e responsabilidades.
4) Utilização eficiente da tecnologia:
A gestão do relacionamento com os fornecedores pode ser potenciada através da utilização de ferramentas como os Portais de Fornecedores, cujas funcionalidades cobrem todo o ciclo de relacionamento, desde a qualificação, pedidos de proposta, gestão de contratos, facturação, avaliação de desempenho, entre outras.
5) Aumentar as competências de gestão de relacionamento das equipas de compras:
A gestão do relacionamento com os fornecedores necessita de competências distintas das que usualmente podem ser encontradas nos departamentos de compras, como a criatividade, a gestão de contas e a capacidade de trabalhar diversos assuntos e lidar com diferentes intervenientes.
6) Quantificação dos benefícios:
A quantificação do valor das poupanças obtidas através da implementação de iniciativas de gestão do relacionamento com os fornecedores pode ser extremamante difícil. No entanto, não se podem menosprezar os benefícios não quantificáveis, como por exemplo, o acesso à inovação e uma maior velocidade de colocação da oferta no mercado, a que os executivos das organizações não são de todo indiferentes, já que podem alavancar vantagens competitivas mais importantes que as próprias poupanças por si só.
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Segunda, 29 de Março de 2010
Nos tempos que correm, em que muitas organizações ainda enfrentam grandes dificuldades e desafios, as compras podem representar um papel que ultrapassa em muito a mera obtenção de poupanças e a redução de custos.
Hoje partilhamos consigo uma história em que as compras se tornaram essenciais na implementação da estratégia de recuperação de uma empresa, o construtor automóvel Chrysler.
Com um novo parceiro estratégico, a Fiat, e um novo plano de negócios definido em 2009, após a sua falência iminente, a melhoria do relacionamento com os seus fornecedores foi identificada como um factor essencial para a concretização da estratégia de mudança e recuperação da Chrysler, assente no enfoque da organização no produto final disponibilizado aos seus clientes.
Para dar resposta a este desafio foi criada uma nova organização de compras com o principal objectivo de contribuir para uma produção de qualidade, mesmo que para tal fosse necessário hipotecar os resultados tradicionalmente associados à avaliação do desempenho desta área.
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Terça, 16 de Março de 2010
Acha que é mais produtivo porque está atender uma chamada telefónica ao mesmo tempo que está a ler um email no seu iPhone, a falar com um colega e a preparar um Powerpoint?
A realização simultânea de várias tarefas, o que em Inglês chamamos Multi-tasking, ao contrário do que muitos acham, reduz significativamente a produtividade e pode mesmo ser prejudicial para a saúde.
Multi-tasking e redução da produtividade
Num estudo recente, um grupo de empregados da Microsoft demorou, em média, 15 minutos para retornar as tarefas mentalmente exigentes, como escrever relatórios ou programar uma aplicação, após terem interrompido essas tarefas para responder a um email ou uma mensagem instantânea. Ainda mais grave é o facto de durante a interrupção alguns dos colaboradores acabarem por se dispersar na consulta de páginas na Internet ou a responder a outras mensagens.
Quando interrompemos uma tarefa para iniciar uma outra temos um custo em termos do tempo necessário para iniciar a nova tarefa e temos um custo adicional que é o tempo que precisamos para nos lembrarmos do que estávamos a fazer inicialmente. Podemos eliminar estes custos se começarmos uma nova tarefa apenas quando a que estamos a fazer terminou.
Multi-tasking e erros cometidos durante a execução de tarefas
Para além dos custos em tempo perdido decorrentes de multi-tasking existe um outro grave inconveniente que é o impacto negativo na qualidade do trabalho realizado. Ao dividirmos a nossa atenção por diferentes tarefas acabamos por estar mais susceptíveis a cometer erros na execução das tarefas.
Multi-tasking e o impacto na nossa saúde
Multi-tasking também pode afectar negativamente a nossa saúde. Um estudo da Universidade de Michigan demonstrou que as pessoas a quem foi pedido que fizessem diversas tarefas em simultâneo apresentam níveis hormonas de stress e de adrenalina elevados, capazes de, no longo-prazo, resultarem em sérios problemas de saúde.
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